domingo, 12 de agosto de 2012

Prostituição de modelos


As modelos, como todos sabem, são sempre estonteantes, maravilhosas e cheias de glamour. Fazem seu trabalho de forma impecável, atentam a cada detalhe, caprichando na forma de andar, na expressão facial, no olhar, na pose perfeita... Tudo meticulosamente planejado por toda uma equipe de profissionais, que está interessado em seduzir seus clientes, despertar-lhes o desejo de compra. A prostituição entra no momento em que o desejo que se desperta vai além da compra do produto oferecido.
A prostituição de modelos não acontece de forma escancarada, no entanto não é difícil de encontrar, basta procurar no lugar certo, usando o tipo certo de vocabulário e lá está ela, acessível inclusive pela internet. Para serem identificadas as modelos que realizam programas são chamadas de ficha rosa. Elas realizam trabalhos fotográficos, desfilam e fazem comerciais como qualquer outra, mas o trabalho como ficha rosa é solicitado principalmente quando elas são contratadas para eventos.
São, geralmente, em eventos de grandes empresas, feiras automobilísticas e congressos que elas são mais requisitadas. Durante os eventos, elas trabalham como recepcionistas e atendentes, muitas vezes usando roupas coladas ao corpo e sendo minuciosamente observadas pelos clientes e freqüentadores do local. Freqüentadores esses que carregam nomes importantes e grandes quantias na carteira. Eles podem escolher uma garota como acompanhante para as festas que são promovidas pelas empresas após os eventos e, terminada a festa, podem seguir com elas a suas acomodações.
Há também os que procuram por ficha rosa sem o intermédio de um evento, pelo contato direto com um agenciador. Por qualquer que seja o meio, o preço é alto, variando de R$ 400,00 a R$ 8.000,00 por algumas horas. Há usuários desse serviço que afirmam valer a pena pagar esse preço para estar com garotas mais exclusivas, educadas, de classes sociais superiores e, certas vezes, famosas. Enquanto outros alegam preferir garotas de programa comuns (que não são modelos), pois o acesso é mais fácil, o preço é mais baixo e elas são mais experientes. Nas duas situações tratam as mulheres como mercadoria, alguns inclusive as chamando de “produto”.
Não resta dúvida de que alguns dos rostos que vemos em programas de TV e campanhas publicitárias são ficha rosa, existem boatos de que para conseguir encontros com elas é preciso adquirir uma espécie de relação de confiança com o agenciador. O cliente adquire essa confiança saindo com várias garotas menos conhecidas para provar sua fidelidade ao agenciador e seu poder aquisitivo, só então ele começa a receber fotos e dados das garotas mais “top”.
Usando sites de busca, é fácil encontrar anúncios de empresas convocando modelos ficha rosa. Alguns contratantes exigem que lhes sejam enviadas fotos de corpo nu para o casting (seleção) e são feitas promessas de sigilo e discrição.
Para garantir esse sigilo, alguns agenciadores chegam a cobrar cerca de R$500,00 só para enviar ao cliente as fotos das meninas, outros cobram uma mensalidade na faixa de R$30,00 e mantêm o cliente sempre a par das “novidades”, tudo isso via e-mail.
O número de modelos que fazem programas está aumentando e a procura por elas também, certas agência não aceitam modelos ficha branca (que não fazem programas), uma vez que obtém maiores lucros das meninas que fazem “serviço completo”. Alguns modelos masculinos também se prostituem, a eles é dada a denominação ficha azul. Ao que me parece seu número é bem mais restrito e pouco se fala neles.
Um trecho do programa Conexão Repórter, emitido pelo SBT e exibido no dia 31 de maio deste ano, trata sobre esse assunto e, com uma repórter assumindo o papel de modelo interessada em iniciar a carreira como ficha rosa, chega a fazer contato pessoal com um aliciador. Para assistir, clique >>aqui<< e vá para 6 minutos e 20 segundos do vídeo, que é quando o tema ficha rosa é abordado.
As leis do nosso país não condenam a prostituição, no entanto o rufianismo (ato de tirar proveito da prostituição alheia), popularmente chamado de cafetinagem (papel, nesse caso, exercido pelos agenciadores de ficha rosa/azul) é crime e deve ser denunciado.

: } M.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O “dark side” fashion.


Todo mundo que, de alguma forma, se envolve com moda, cedo ou tarde, acaba tendo que ouvir a conhecida conversinha de que o mundo fashion não é só glamour. Tanta gente fala isso que deveria ser uma daquelas coisas que não precisam mais ser ditas. O grande problema dessa questão é que vejo isso sendo dito como uma frase clichê, mas não vejo isso sendo explanado. O lado bom da moda tá na mídia, nas ruas, nas pessoas, nas coisas, pra onde quer que você olhe, encobrindo muito bem essa parte ruim que todo mundo sabe que existe, mas não sabe muito bem o que é.
Decidi explorar sobre isso, afinal quero estar preparada pra realidade que vai além da faculdade. O “dark side” fashion percorre caminhos de drogas, prostituição, preconceito, violência, abuso, racismo, ilegalidade.. coisas que não tem nos meus livros, os professores não ensinam, os blogs não citam, os comerciais não mostram e que provavelmente eu nem imagino, mas que a partir de agora quero tomar conhecimento e compartilhar com seja lá mais quem estiver interessado.
É triste saber que existem três tipos de tolos quando se fala nesse assunto. Os que têm consciência de todo esse podre e acobertam e convivem com ele, os que acabam se deixando levar pro lado obscuro por ser fácil ou até mesmo divertido e os que são tão ingênuos que se colocam em situações tensas sem saber onde tão se metendo e depois ficam em choque. Esperando evitar qualquer das três alternativas, vou pesquisar e escrever sobre essas temáticas do mal. 
Até breve.

: } M.